14 de janeiro de 2026
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Governo da Venezuela anuncia a liberação de 400 presos, mas oposição e ONGs contestam número

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou na noite de terça-feira (13) que mais de 400 pessoas foram libertadas do sistema prisional venezuelano. A medida abrange àquelas consideradas presos políticos pela oposição. O governo destacou a medida como uma ação para distensionar a crise política e promover a convivência pacífica no país. A decisão é resultado de uma série de tensões internas e externas, incluindo a invasão militar dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro.

Rodríguez explicou que entre os libertados estão 160 pessoas que saíram no final de dezembro de 2024. Entretanto, o restante deixou as prisões após a captura de Maduro. O governo afirma que essa libertação é um gesto unilateral para favorecer a paz e a reconciliação no país.

No entanto, a oposição política e organizações independentes de direitos humanos contestaram esses números. Grupos como o Fórum Penal, que monitora a situação dos detidos na Venezuela, afirmaram que o número real de libertações seria muito inferior ao divulgado pelo governo. De acordo com essas entidades, apenas entre 60 e 70 presos realmente ganharm liberdade. Portanto, outros continuam detidos por motivos políticos, com cerca de 800 pessoas ainda em cativeiro.

Divulgação completa

Líderes oposicionistas, como o deputado Luís Florido, cobraram a divulgação da lista completa dos presos libertados para verificar a veracidade dos números apresentados pelo governo. Ele destacou que o número de 400 libertações não condiz com as informações levantadas por grupos civis e organizações internacionais.

ONGs e observadores internacionais pedem transparência e a publicação da lista de todos os libertados. Eles argumentam que, sem essas informações, é impossível comprovar se a medida do governo visa realmente uma distensão política ou se há outros interesses por trás da liberação desses presos.

Rodríguez, por sua vez, se manteve firme na posição. Ela acredita que a libertação de pessoas presas por “crimes contra a Constituição” resulta de um ato deliberado. Portanto, ela prevê novas libertações.

A oposição, porém, questiona o caráter unilateral da ação e a verdadeira motivação por trás dessa medida, especialmente em um contexto de intensificação da crise política no país.

 

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