Após forte repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre eletrônicos e bens de capital anunciado no início do mês. A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior.
Com a decisão, 15 produtos de informática voltam às alíquotas anteriores, incluindo smartphones e notebooks. No caso dos celulares, a taxa retorna a 16% — o plano anterior previa elevação para 20%. Notebooks também ficam em 16%, enquanto itens como placas-mãe, mouses, mesas digitalizadoras e SSDs voltam a 10,8%.
Além disso, o governo zerou temporariamente a tarifa de importação para 105 máquinas, equipamentos e produtos de informática e telecomunicações por meio do mecanismo de ex-tarifário, aplicado a itens sem similar nacional. A isenção valerá por 120 dias.
O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou reação de parlamentares e do setor produtivo, que alertaram para possível alta de preços. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendia a medida como forma de proteger a indústria nacional. A estimativa oficial era arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as alíquotas mais altas anunciadas no início do mês não chegaram a entrar em vigor. Novas revisões poderão ocorrer nas próximas reuniões do Gecex.
