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4 de abril de 2025
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Homem esperou 4 dias por ajuda depois de ser picado por cobra venenosa

Foto: Divulgação

Após passar quatro dias aguardando socorro, um lavrador foi salvo por brigadistas do Ibama após ser picado por uma cobra venenosa, em Careiro, no interior do Amazonas, na segunda-feira (30).

De acordo com o Ibama, uma equipe do Prevfogo, que estava trabalhando no combate aos incêndios florestais na região, foi acionada pela Secretaria Municipal de Saúde para ajudar no resgate do lavrador.

O local é de difícil acesso, mesmo com o uso de aeronaves. Os dois brigadistas e outros dois moradores locais saíram da base do município de Manaquiri – um dos setores da Operação Amazonas 2023.

Técnicos em enfermagem, os brigadistas Jeffite Cordeiro Ambrósio e José Augusto Antunes entraram na mata às 11h40, mas só encontraram o lavrador Cícero José de Oliveira, 43 anos, seis horas depois, após caminharem 17 km.

O lavrador foi picado no dia 26 de outubro, enquanto fazia a medição de um terreno junto com outras duas pessoas. Cícero aguardou pelo salvamento por quatro dias.

“Saiu muito sangue. Achei que a situação poderia piorar, então eu e os dois que estavam comigo corremos em direção a estrada por mais ou menos mil metros. Mas a perna travou, foi quando o indígena que estava com a gente foi pedir a ajuda. A gente ainda tinha comida, mas no domingo ficamos por conta de palmito. Na segunda-feira a gente já estava sem água”, recorda o lavrador.

A cobra que lhe picou, uma surucucu-pico-de-jaca, é considerada pelo Instituto Butantan a maior serpente peçonhenta das Américas.

“Antes de sair da base, pesquisei na internet sobre a cobra. Sabia que se tratava de um animal venenoso e cuja picada causa dor extrema. Na ida, dizia para os companheiros manterem a calma e seguir a linha de raciocínio de que tudo daria certo. Ao encontrá-lo, perguntei: numa escala de zero a dez, qual a intensidade da dor? Ele respondeu: nove”, conta Ambrósio.

Os brigadistas aplicaram o soro antiofídico no lavrador. Após cinco horas de caminhada, os três conseguiram chegar a Careiro, onde Cícero – carregado numa rede – foi hospitalizado. Ele não corre risco de morte.

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