A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (09), um homem de 59 anos suspeito de ameaçar decapitar a ex-companheira em um vídeo que ganhou grande repercussão nas redes sociais. A ação ocorreu durante a Operação “Cortando da Própria Carne”, coordenada pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) centro-sul.
A princípio, as investigações começaram após a vítima procurar a delegacia e relatar um histórico de violência doméstica. Uma delas era o descumprimento de medida protetiva. Em seguida, a polícia apurou que, no último dia 4, o suspeito retirou a mulher à força de casa, no bairro Aleixo. Posteriormente, ele a levou sob ameaça até o Centro de Manaus, mantendo uma arma apontada para a cabeça da vítima durante todo o trajeto.
Segundo a delegada Patrícia Leão, a vítima conseguiu enviar sua localização em tempo real para a irmã, o que foi determinante para interromper a ação criminosa. A partir disso, as equipes intensificaram as buscas e reuniram provas, incluindo o vídeo em que o suspeito aparece fazendo ameaças extremamente violentas.
O caso ganhou ainda mais gravidade diante da divulgação das imagens, nas quais o homem afirma não aceitar o fim do relacionamento e ameaça matar a ex-companheira, evidenciando o alto grau de risco à integridade da vítima. Diante disso, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva e a Justiça autorizou.
A operação contou com o apoio da:
- Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM)
- Departamento de Inteligência e Polícia Judiciária (DIPJ)
- Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas e da Polícia Civil do Pará.
Tentativa de fuga
O suspeito, que é policial aposentado, se escondeu no município de Iranduba, já com uma mala, em possível tentativa de fuga.
O delegado-geral adjunto Guilherme Torres destacou que a instituição não tolera qualquer tipo de violência contra a mulher e reforçou a rápida atuação da equipe no caso.
De acordo com as investigações, o relacionamento entre o casal durou cerca de dez anos e havia sido encerrado há aproximadamente quatro meses. Mesmo após a separação, as agressões continuaram, atingindo também familiares da vítima, incluindo a mãe, que igualmente possui medida protetiva.
O homem deverá responder por crimes como ameaça, perseguição e descumprimento de medida protetiva, permanecendo à disposição da Justiça.
