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19 de junho de 2026
Destaques

Instituto Yduqs e Educação Sem Fronteiras ampliam alcance nacional de certificação em Língua Portuguesa para refugiados

Mutirão nacional será realizado no Dia Mundial do Refugiado e chega a 13 estados brasileiros, mais que dobrando a cobertura geográfica da iniciativa

No próximo dia 20 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial do Refugiado, o Instituto Yduqs e a organização Educação Sem Fronteiras promovem mais uma edição da prova de proficiência em Língua Portuguesa voltada a refugiados e imigrantes residentes no Brasil. Além disso, a iniciativa conta com o apoio das instituições de ensino Estácio e Wyden. Dessa forma, as organizações reforçam seu compromisso com a inclusão, a cidadania e a integração social de pessoas que reconstruíram suas vidas no país.

Resultados da edição anterior

A ação dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando refugiados e migrantes atendidos pela Educação Sem Fronteiras participaram de um processo de certificação em Língua Portuguesa reconhecido pelo MEC. Na ocasião, os participantes concluíram um curso preparatório de 48 horas baseado na metodologia de Português como Língua de Acolhimento (PLAC). Em seguida, realizaram a avaliação de proficiência. Além disso, a certificação se mostrou fundamental para processos de naturalização, acesso ao mercado de trabalho e continuidade dos estudos no Brasil.

Expansão nacional em 2026

Agora, em 2026, a iniciativa alcança um novo patamar. O mutirão nacional prevê a aplicação de provas para 94 participantes em unidades da Estácio e da Wyden distribuídas por 16 estados brasileiros. Consequentemente, a cobertura geográfica mais que dobrou em relação à edição anterior. Com isso, o acesso de refugiados e migrantes à certificação foi ampliado de forma significativa.

Entre as cidades participantes estão Manaus (AM), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE), Eusébio (CE), Cacimbinhas (AL), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), São José (SC), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP) e Belo Horizonte (MG). Além disso, a distribuição das provas em diferentes regiões do país favorece uma participação mais ampla e inclusiva.

Novas cidades ampliam alcance da ação

Além da expansão geográfica já observada, a edição deste ano também marca a entrada de diversas novas praças na mobilização nacional. Entre elas, estão cidades localizadas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e São Paulo. Assim, a iniciativa fortalece sua capilaridade. Ao mesmo tempo, permite alcançar refugiados e migrantes que antes não tinham acesso facilitado ao processo de certificação.

Certificação abre portas para novas oportunidades

Nesse contexto, a presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente da Yduqs, Cláudia Romano, destaca o impacto da iniciativa na vida dos participantes. Segundo ela, a certificação vai além de um simples documento.

“A certificação em Língua Portuguesa representa muito mais do que um documento. Ela amplia oportunidades, fortalece a autonomia e ajuda a construir novos caminhos para pessoas que precisaram recomeçar suas vidas longe de seus países de origem. Por isso, trata-se de uma iniciativa que traduz nosso compromisso com a inclusão, a dignidade e o acesso à educação.”

Projeto fortalece integração e pertencimento

Por sua vez, Adriano Abdo, CEO da Educação Sem Fronteiras, avalia que a ampliação da iniciativa representa um avanço importante para a integração da população refugiada no Brasil.

“O projeto Cidadania Sem Fronteiras nasce como um passo concreto rumo à dignidade plena: não apenas acolher, mas garantir caminhos reais de pertencimento. Quero, antes de tudo, reconhecer e parabenizar cada colaborador e colaboradora que tornou essa iniciativa possível — afinal, é o compromisso coletivo de vocês que transforma propósito em impacto.

Mais do que oferecer aulas, estamos construindo pontes. Além disso, para os alunos aprovados, este certificado, com a assinatura humanitária do Instituto Yduqs, representa uma conquista decisiva. Isso porque ele abre a possibilidade de avançar no processo de naturalização brasileira junto à Polícia Federal. Da mesma forma, esse selo de qualidade, sustentado por um corpo dedicado de educadores e profissionais, fortalece a confiança dos participantes em seu futuro. Portanto, temos convicção de que a naturalização virá pelo esforço, pela persistência e, sobretudo, pelo mérito de cada estudante. Desejamos a todos uma excelente prova e que, muito em breve, possam acessar plenamente seus direitos no Brasil e conquistar o tão sonhado passaporte brasileiro.”

Educação como ferramenta de reconstrução de vidas

Por fim, ao unir educação, cidadania, esporte e inclusão social, o Instituto Yduqs, a Estácio, a Wyden e a Educação Sem Fronteiras contribuem para que refugiados e migrantes encontrem no Brasil não apenas proteção, mas também oportunidades concretas para reconstruir suas trajetórias pessoais e profissionais. Desse modo, a iniciativa fortalece a integração social. Além disso, amplia o acesso a direitos e oportunidades. Em consequência, reforça o papel da educação como instrumento de autonomia, pertencimento e transformação social.

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