A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do atropelamento que matou Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (26), os investigadores não encontraram marcas de frenagem na pista onde ocorreu o acidente.
O caso é conduzido pela 14ª DP (Leblon). O motorista da van já prestou depoimento e o veículo passou por perícia técnica. Conforme apuração da TV Globo, a ausência de sinais de frenagem contrasta com a versão apresentada inicialmente pelo condutor, que afirmou ter tentado parar a van antes de atingir as vítimas.
O motorista alegou que a direção do veículo teria travado por causa de uma suposta falha mecânica, fazendo com que a van invadisse a calçada. Ele trabalhava realizando entregas para uma empresa de comércio eletrônico no momento do acidente.
De acordo com a delegada Thaianne Barbosa de Moraes, responsável pelo caso, a análise pericial será fundamental para confirmar ou descartar a hipótese apresentada pelo condutor. A polícia também informou que os exames realizados no motorista tiveram resultado negativo para álcool e drogas.
A tragédia
Mariana sofreu o atropelamento fatal no último dia 16, na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinicius de Moraes, em Ipanema. A jovem chegou recentemente ao Rio de Janeiro para iniciar um novo trabalho em uma multinacional do setor de cosméticos e era filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial da Presidência da República para temas de paz e segurança, e da cônsul-adjunta Ana Patrícia Neves Abdul Hak.
Ela sofreu múltiplas fraturas e morreu em decorrência de traumatismo craniano. A mãe da jovem também sofreu a colisão e ainda deu entrada no hospital, mas recebeu alta médica dias depois.
Imagens analisadas pela investigação mostram Mariana caminhando ao lado da mãe pouco antes do atropelamento. Vídeos gravados após a colisão registraram a frente da van destruída e moradores tentando prestar socorro às vítimas até a chegada do Corpo de Bombeiros.
