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4 de julho de 2026
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Investigado pela PF, Pazuello volta a negar omissão em colapso de Manaus

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a se defender sobre a acusação de omissão no caso do colapso no sistema de saúde de Manaus. Em entrevista concedida à rádio Jovem Pan, na manhã de hoje (2), Pazuello afirmou que não sabia da situação da falta de oxigênio até o dia 8 de janeiro e que assim que tomou conhecimento da situação, enviou uma equipe de Brasília para o Amazonas, a fim de avaliar a situação.

Ele alega que ao contrário do que diz a Procuradoria Geral da República (PGR), não houve omissão e sim antecipação, pois “as coisas poderiam ter ficado ainda piores”, na capital:

“A partir da ideia de que as coisas poderiam estar lotando estruturas, nós resolvemos nos antecipar. É ao contrário, nós nos antecipamos para evitar que ficasse ruim”, explicou.

O ministro também voltou a jogar a culpa inteiramente na empresa White Martins, responsável por abastecer os hospitais com o fornecimento de oxigênio: “Nós tomamos conhecimento sobre a falta de oxigênio a partir do dia 8, quando o estado nos trouxe. Foi oficiado pela White Martins no próprio dia 8, ao estado, não ao ministério. O ministério da Saúde nunca foi oficiado sobre falta de oxigênio por White Martins. Isso é uma informação errada”.

Eduardo também negou que seja de responsabilidade do Ministério garantir oxigênio aos hospitais e jogou a bomba no colo da White Martins e do governador do estado, Wilson Lima:

“Nós tomamos conhecimento sobre a falta de oxigênio a partir do dia 8, quando o estado nos trouxe. Foi oficiado pela White Martins no próprio dia 8, ao estado, não ao ministério. A White Martins informou ao estado e essa informação nem teria por que vir pro ministério, o ministério da Saúde não tem competência sobre a infraestrutura de oxigênio”, disse.

Pazuello destaca que agiu de imediato para ajudar e diz que enviou um avião com o oxigênio do Pará, no mesmo dia que foi informado pelo Estado, no dia 8 de janeiro. Mas, segundo a PGR, documentos mostram que o avião só saiu de Belém no dia 12 de janeiro.

Após a abertura do inquérito pela PGR, Pazuello passou a ser investigado pela Polícia Federal e o resultado final pode levar à sua queda do ministério.

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