O Irã elevou o tom das ameaças nesta sexta-feira (20) e afirmou que poderá atingir locais turísticos e áreas de lazer em diferentes partes do mundo. A declaração ocorre em meio à escalada do conflito com os Estados Unidos e Israel, que já dura semanas.
Segundo o porta-voz militar iraniano, o general Abolfazl Shekarchi, “parques, áreas recreativas e destinos turísticos” podem se tornar alvos indiretos no contexto da guerra. Com isso, crescem os temores de ações fora do Oriente Médio como forma de pressão internacional.
Ao mesmo tempo, o Irã lançou novos ataques contra Israel e também atingiu instalações energéticas em países do Golfo. As ofensivas ocorreram durante o Nowruz, um dos períodos mais importantes do calendário iraniano, que neste ano acontece sob clima de tensão.
Em pronunciamento oficial, o líder supremo Mojtaba Khamenei elogiou a resistência da população e afirmou que o país mantém uma “frente defensiva nacional”. Ele também criticou os ataques adversários, que, segundo ele, apostavam na desestabilização do governo iraniano.
Por outro lado, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região. Autoridades confirmaram o envio do porta-aviões USS Boxer e de outros navios com cerca de 2.500 fuzileiros navais. Enquanto isso, Israel afirmou ter eliminado lideranças estratégicas iranianas em ataques recentes.
Entre as baixas, autoridades israelenses citaram integrantes da força Basij, enquanto a mídia estatal iraniana também informou a morte do porta-voz Ali Mohammad Naeini após um bombardeio.
Apesar disso, o governo iraniano sustenta que mantém sua capacidade militar ativa. Segundo declarações oficiais, o país continua produzindo e armazenando mísseis, mesmo sob ataques.
Dessa forma, o conflito segue sem definição clara, mas já impacta o cenário global. Além de tensões diplomáticas, há reflexos diretos no mercado de energia, com riscos de alta nos preços de combustíveis e alimentos em diferentes regiões do mundo.
