Irã e Israel intensificaram a troca de ataques aéreos nesta quarta-feira (25), ampliando a escalada de um conflito que já dura semanas e pressiona os mercados globais. Em meio à ofensiva, autoridades iranianas rejeitaram publicamente qualquer negociação com os Estados Unidos.
A reação ocorreu após o presidente Donald Trump afirmar que Washington estaria dialogando para encerrar a guerra. O comando das Forças Armadas iranianas, dominado pela Guarda Revolucionária, negou a existência de tratativas e ironizou a declaração.
Segundo o porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari, os EUA estariam “negociando consigo mesmos”, reforçando que Teerã não pretende retomar conversas. A liderança iraniana também citou experiências anteriores negativas com a diplomacia norte-americana para justificar a recusa.
Apesar disso, há relatos de que Washington teria enviado um plano com 15 pontos ao governo iraniano, além de buscar um cessar-fogo temporário de um mês. A proposta, segundo fontes internacionais, teria como objetivo abrir espaço para negociações mais amplas.
No campo militar, os ataques continuam sem trégua. Israel informou ter atingido infraestrutura estratégica em Teerã, incluindo instalações ligadas à produção de mísseis. Já a mídia iraniana relatou danos em áreas residenciais e operações de resgate em andamento.
Em resposta, a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado novos ataques contra cidades israelenses, como Tel Aviv, além de atingir alvos associados aos EUA na região, incluindo bases no Kuwait, Jordânia e Bahrein.
Outros países do Golfo também registraram incidentes. Kuwait e Arábia Saudita relataram a interceptação de drones, sendo que um deles atingiu um tanque de combustível em um aeroporto kuwaitiano, provocando incêndio sem vítimas.
Após quatro semanas de confrontos, o conflito já deixou milhares de mortos e provocou forte impacto no mercado de energia, elevando temores de inflação global. Ainda assim, a ausência de diálogo direto entre as partes mantém o cenário de incerteza e escalada militar.
