4 de março de 2026
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Ministro da Defesa de Israel ameaça sucessor do líder supremo do Irã após morte de Khamenei

Crédito: Aris Messinis / AFP

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor indicado para assumir o posto de líder supremo do Irã será considerado alvo militar.

A afirmação ocorre poucos dias após a morte do aiatolá Ali Khamenei, atingido em um bombardeio conjunto realizado por forças de Israel e dos Estados Unidos no último sábado (28).

“Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano será um alvo inequívoco para eliminação”, afirmou Katz em comunicado oficial. Segundo ele, as Forças Armadas israelenses já receberam ordens para agir por todos os meios necessários. O ministro acrescentou que a ameaça se estende a qualquer dirigente que mantenha planos de confronto contra Israel e o Ocidente.

 Sucessão sob pressão militar

Enquanto Israel intensifica o discurso, o regime iraniano tenta organizar a transição de poder em meio ao conflito. A Assembleia dos Peritos, composta por 88 clérigos e responsável por escolher o líder supremo, trabalha para definir um nome “o mais rápido possível”.

Atualmente, o aiatolá Alireza Arafi ocupa o posto de forma interina.

Entretanto, o processo enfrenta dificuldades logísticas e de segurança. Na terça-feira (3), o Exército israelense atacou o prédio da Assembleia, em Teerã. O jornal The Jerusalem Post informou que integrantes do colegiado estavam no local no momento da ofensiva, mas não há confirmação oficial sobre vítimas.

O membro da Assembleia Ahmad Khatami reconheceu a complexidade da situação em entrevista à televisão estatal iraniana. “Se Deus quiser, o líder será nomeado o mais rápido possível. Estamos próximos de uma decisão, mas a situação é de guerra”, declarou.

 Repercussão internacional

O funeral de Estado de Khamenei, previsto para começar nesta quarta-feira (4), foi adiado por tempo indeterminado. O governo iraniano justificou a mudança alegando expectativa de “participação sem precedentes”, embora o anúncio coincida com a escalada das tensões militares.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a morte do líder iraniano e o classificou como “uma das pessoas mais malignas da história”. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, definiu a operação como “crime religioso” e acusou Washington de trair a diplomacia ao atacar o país durante negociações sobre o programa nuclear.

A sucessão no Irã, portanto, ocorre sob forte pressão externa e risco de novos desdobramentos militares na região.

 

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