O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (29) que ordenou a ampliação das operações militares no sul do Líbano, diante da continuidade dos ataques com mísseis realizados pelo Hezbollah.
Segundo Netanyahu, a medida busca expandir a chamada “zona de segurança” próxima à fronteira norte israelense, com o objetivo de conter possíveis incursões e reduzir os disparos de foguetes e mísseis antitanque contra o país. A área inclui regiões próximas ao rio Litani, estratégico na região.
Além disso, o premiê declarou que a ofensiva pretende enfraquecer a capacidade militar do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. De acordo com ele, milhares de combatentes já foram eliminados, embora ainda exista capacidade residual de ataques.
Por outro lado, o conflito tem causado elevado número de vítimas. Autoridades libanesas apontam mais de 1,1 mil mortos no Líbano, enquanto Israel confirmou baixas entre seus soldados. Já o Hezbollah teria perdido centenas de integrantes desde o início da escalada.
O cenário ocorre em meio a uma crise mais ampla no Oriente Médio, que envolve confrontos indiretos entre Israel, Irã e aliados, além de operações simultâneas contra o grupo Hamas na Faixa de Gaza.
