A Forças de Defesa de Israel matou três jornalistas em um único dia, sendo um na Faixa de Gaza e dois no Líbano. O ataque elevou para sete o número de profissionais de imprensa mortos no território libanês desde 2 de março, e gerou críticas de entidades que representam a categoria.
No sul do Líbano, na cidade de Tiro, a jornalista Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah, foi morta. No mesmo dia, a jornalista Suzan Al-Khalil, da emissora Al-Manar, também foi vítima de ataque.
Já em Gaza, o jornalista Muhammad Washah, da Al Jazeera, morreu após um drone atingir o carro em que estava, a oeste da cidade. Em comunicado, as forças israelenses assumiram a autoria e alegaram que ele atuava sob disfarce para promover atividades consideradas terroristas.
A emissora Al Jazeera repudiou a acusação, classificou o episódio como “crime hediondo” e afirmou que o profissional trabalhava na empresa desde 2018. Segundo a rede, o ataque representa uma violação grave das normas internacionais e faz parte de um padrão de perseguição a jornalistas.
Com a morte de Washah, chega a 262 o número de jornalistas mortos em Gaza desde 7 de outubro de 2023, de acordo com levantamentos citados pela imprensa internacional.
O Comitê de Proteção aos Jornalistas, sediado em Nova York, condenou os ataques. Em nota, a comissão afirmou que os assassinatos fazem parte de um cenário mais amplo de pressão contra a liberdade de imprensa.
Por fim, organizações internacionais voltaram a cobrar ações da comunidade global diante do aumento de mortes de profissionais de mídia em zonas de conflito, ressaltando a necessidade de garantir segurança e liberdade de atuação jornalística.
