A Justiça da Itália decidiu, nesta quinta-feira (26), autorizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. Ela está presa em Roma, e o governo brasileiro já está ciente da decisão, que ainda é cabível de contestação.
O caso teve início após a condenação da ex-parlamentar, em maio de 2025, a dez anos de prisão, além da perda do mandato, por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Posteriormente, Zambelli deixou o país, mas a localizaram e prenderam em território italiano em julho do mesmo ano.
Na sequência, o processo de extradição tramitou na Corte de Apelação de Roma, e a conclusão do julgamento ocorreu em fevereiro. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty), a embaixada brasileira recebeu a informação oficial da decisão, destacando que ainda cabe recurso antes da palavra final do governo italiano.
Paralelamente, a defesa tenta garantir que Zambelli responda ao processo em liberdade ou em prisão domiciliar, alegando questões de saúde. O advogado afirmou que irá recorrer e declarou: “Temos 15 dias para apresentar recurso na Corte Suprema da Itália, pois não concordamos com a decisão”.
Além disso, a defesa também questionou a condução do processo. Os advogados alegaram irregularidades e pediram a substituição dos magistrados, solicitação que recebeu negativa e seguiu para a Corte de Cassação.
Por fim, a decisão definitiva sobre a extradição caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a medida. Caso não haja manifestação, a ex-deputada poderá ser colocada em liberdade.
