7 de maio de 2026
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Itália celebra captura de mafioso feita pela PF do Brasil na Paraíba

A Itália celebrou, nesta terça-feira (25), a captura no Brasil de Rocco Morabito, considerado um dos chefes da Ndrangheta, a poderosa máfia da Calábria. Ele é o segundo criminoso mais procurado do país, depois apenas do chefe da Cosa Nostra, Matteo Messina Denaro.

– A detenção no Brasil de Rocco Morabito, no final de uma operação complexa de carabineiros, polícia, Interpol, DEA, FBI dos EUA e investigadores brasileiros é um duro golpe para a Ndrangheta. A luta contra as máfias e a ilegalidade é uma prioridade. Parabéns à magistratura, aos Carabinieri e às forças policiais – afirmou hoje o ministro da Defesa italiano, Lorenzo Guerini.

Por sua parte, a ministra do Interior, Luciana Lamorgese, considerou a detenção “um resultado extraordinário que demonstra a capacidade do Poder Judiciário e das agências de aplicação da lei para combater eficazmente o crime organizado e suas ramificações internacionais”.

O mafioso foi preso na noite de segunda-feira (24) na cidade de João Pessoa, na Paraíba, quando estava em um quarto de motel com outro membro da Ndrangheta, Vincenzo Pasquino, também incluído na lista dos criminosos mais procurados e perigosos da Itália.

Morabito, de 54 anos, era conhecido como o “rei da cocaína de Milão” durante os anos 90. Ele veio da Calábria para Milão, para expandir o comércio da droga ali e organizar o envio da mercadoria da América do Sul para a Itália, de acordo com os investigadores. Posteriormente, mudou-se para o Uruguai para continuar comandando o tráfico de drogas da Ndraghetta, até ser preso em 2017.

Morabito vivia em uma mansão de luxo em Punta del Este desde 2007 graças a um passaporte brasileiro sob a falsa identidade de Francesco Antonio Capeletto Souza, um empresário que dirigia um falso negócio de exportação de soja. A Itália o procurava há 27 anos, e ele tinha sido condenado a 30 anos de prisão por associação criminosa, tráfico de droga e outros crimes graves.

No entanto, em 2019, enquanto aguardava a extradição, conseguiu fugir juntamente com três outros criminosos internacionais, fazendo um buraco que lhes permitiu sair pelo telhado da penitenciária onde estavam detidos e, desde então, permaneceu foragido.

Após a fuga, o sistema judicial do Uruguai investigou 15 policiais que trabalhavam na prisão, e, um ano mais tarde, a polícia argentina prendeu um homem, Ferdinando Sarago, membro da Ndrangheta, por levar 50 mil euros (R$ 325 mil) para a prisão, para subornar os agentes, segundo o jornal Corriere della Sera.

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