O técnico Jorge Jesus confirmou nesta quarta-feira (7) que tomou conhecimento da carta divulgada por Cristiano Ronaldo. Na mensagem, o atacante explicou sua saída da concentração da seleção portuguesa e apresentou sua versão sobre o desentendimento com o treinador.
Primeiramente, Jesus recebeu questionamentos de jornalistas, ao sair de casa, mas evitou o prolongamento da discussão. Sendo assim, ele afirmou que continuará focado no trabalho com a seleção.
“Li o comunicado, e agora, como faço todos os dias, vou para a federação trabalhar, pensar na equipa e na seleção”, declarou.
Na carta, Cristiano Ronaldo afirmou que conversou com Jesus na presença de Simão Coutinho, diretor esportivo do Al-Nassr, durante as tratativas sobre sua participação nos jogos. Segundo o jogador, ficou combinado que o treinador apresentaria oito pontos sobre o episódio em uma entrevista coletiva.
Um deles seria o reconhecimento de que Jesus errou ao colocar um jogador da dimensão de Pelé ou Maradona para aquecer e depois não utilizá-lo. A declaração faz referência a uma fala anterior do treinador, que citou os dois ex-jogadores ao justificar a decisão de manter Cristiano no banco.
O atacante, porém, apresentou uma versão diferente. Segundo ele, Jesus havia informado que entraria em campo por aproximadamente 30 minutos. Cristiano disse que aceitou a mudança no planejamento físico e iniciou o aquecimento após o intervalo, mas acabou não sendo utilizado, o que considerou uma quebra do combinado.
Cristiano também afirmou que o treinador havia planejado alternar partidas e períodos de descanso para controlar sua condição física. O jogador recusou a possibilidade de não viajar para os confrontos contra Noruega e Dinamarca, por considerar que isso não seria apropriado para um capitão da seleção.
Após a entrevista de Jesus antes do jogo contra a Dinamarca, Cristiano afirmou ter percebido uma mudança na postura do técnico. Horas depois, deixou a concentração, mesmo após uma tentativa de convencê-lo a permanecer.
Na carta, o atacante disse ainda que está disposto a cumprir uma eventual punição da Federação Portuguesa de Futebol e afirmou que pretende continuar defendendo Portugal após a suspensão, desde que esteja fisicamente apto e atuando pelo clube.
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