Dimitri Alves, de 22 anos, natural do município de Carauari, no interior do Amazonas, tornou-se voluntário na guerra da Ucrânia. Ele chamou atenção ao afirmar ser “o primeiro filho da cidade” a participar diretamente do conflito armado no Leste Europeu.
O jovem deixou o Amazonas para se alistar na Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. A força existe desde 2022 e recebe combatentes estrangeiros após o início da invasão russa. Em publicações nas redes sociais, Dimitri afirmou que sempre teve o sonho de seguir carreira militar fora do Brasil e que sua decisão também busca inspirar outros jovens.
“Sou o primeiro filho de Carauari a estar na guerra da Ucrânia. Sei que, assim como eu, muitas pessoas têm o sonho de ser militar fora do Brasil e não sabem por onde começar. Ficarei grato em ajudar quem tiver força de vontade e um propósito além dessa guerra”, escreveu.
A decisão repercutiu no município, onde familiares confirmaram que Dimitri é filho de Edivaldo Alves, também natural de Carauari. O caso gerou debates entre moradores sobre os riscos, motivações e impactos emocionais enfrentados por jovens que buscam oportunidades militares em outros países.
O conflito na Ucrânia já contou com a participação de outros brasileiros, entre eles o manauara Renato Belém, cinegrafista que também se juntou à Legião Internacional.
Apesar dos alertas sobre os riscos físicos e psicológicos da guerra, Dimitri afirma estar preparado e motivado para representar sua cidade e o Brasil em território estrangeiro.
