O julgamento do ex-policial penal Jorge Guaranho, acusado de matar o guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda, entrou na reta final nesta quinta-feira (13).
Guaranho é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e perigo comum, já que o crime teria supostamente sido motivado por uma divergência política do autor com a vítima e, ao entrar atirando, o ex-policial assumiu o risco de ferir um número indeterminado de pessoas.
O assassinato aconteceu em julho de 2022, ano de eleições presidenciais, no município de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durante a festa de aniversário de Marcelo Arruda.
De acordo com informações da Folha de São Paulo, o júri começou com debates entre a acusação e a defesa, a última etapa do julgamento antes da decisão do Conselho de Sentença, formado por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens.
Antes da seção, Guaranho, que chegou ao tribunal de muletas, negou que o crime tenha motivação política e, para a imprensa, chamou o homicídio de “fatalidade”.
Na quarta-feira (12), ele foi ouvido pelo júri e chegou a pedir perdão. O ex-policial penal alega que teria sido provocado pela vítima que teria acertado o olho do filho dele.
Relembre o caso
Arruda comemorava o aniversário de 50 anos, em uma festa temática do PT, quando Guaranho invadiu a festa gritando de “Bolsonaro” e “mito”. Ele teria ameaçado os convidados e se retirado do local.
Ao voltar, atirou no aniversariante, que também estava armado e revidou — mas não sobreviveu aos disparos.
O guarda municipal era casado tinha quatro filhos.