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21 de setembro de 2026
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Justiça condena mãe e irmão de Djidja Cardoso por tráfico de cetamina em Manaus

Reprodução

A Justiça do Amazonas condenou Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. Eles são culpados de comandar um esquema de tráfico de cetamina em Manaus. A publicação da nova sentença saiu nessa quarta-feira (22), por meio da 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute). Portanto, a determinação substitui a decisão anterior, anulada por falhas processuais.

Conforme a decisão, Cleusimar e Ademar receberam penas de 10 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado. Na ocasião, eles participaram de uma organização criminosa voltada ao fornecimento e à distribuição da substância.

Segundo a sentença, o grupo utilizava um salão de beleza e a seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” para facilitar a distribuição e o consumo de cetamina, medicamento de uso veterinário que pode provocar efeitos alucinógenos quando utilizado de forma irregular.

A magistrada apontou Cleusimar como líder da organização criminosa, enquanto Ademar atuava como principal executor das atividades do grupo.

Outros condenados

  • José Máximo Silva de Oliveira, médico veterinário, a 10 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado;
  • Hatus Moraes Silveira, personal trainer, a 10 anos e 5 meses, em regime fechado;
  • Verônica da Costa Seixas, gerente, a 10 anos de prisão, em regime fechado;
  • Sávio Soares Pereira, funcionário de clínica veterinária, a 9 anos de prisão, em regime semiaberto;
  • Bruno Roberto da Silva Lima, ex-companheiro de Djidja Cardoso, a 8 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado.

Na decisão, a juíza concluiu que, após a regularização das provas periciais, ficaram comprovadas a materialidade dos crimes e a participação dos acusados no esquema.

Além das condenações, a Justiça manteve a prisão preventiva de Cleusimar Cardoso, Ademar Cardoso, José Máximo e Hatus Moraes. Sendo assim, eles permanecerão presos e não poderão recorrer em liberdade.

Já Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima poderão recorrer em liberdade, desde que cumpram medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Djidja Cardoso morreu em maio de 2024. O caso ganhou grande repercussão e deu origem às investigações que culminaram na condenação dos envolvidos.

 

 

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