A Justiça do Amazonas determinou que a defesa da médica Juliana Brasil Santos reduza para 16 testemunhas o rol apresentado no processo que apura a morte do menino Benício Xavier de Freitas. O óbito aconteceu durante atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus, no dia 23 de novembro de 2025. Anteriormente, a defesa indicou mais de 50 nomes.
A decisão partiu da juíza Scarlet Braga Barbosa Viana, que também autorizou parte das diligências solicitadas pela defesa. Entre elas estão o acesso a imagens de monitoramento do hospital, prontuários e registros do atendimento, protocolos de dosagem de medicamentos e logs do sistema TASY relacionados ao caso.
A magistrada também permitiu a análise técnica de alertas da Anvisa sobre possíveis falhas no sistema de prescrição eletrônica TASY e a versão utilizada pelo hospital na época do atendimento.
Por outro lado, foram negados pedidos considerados genéricos ou sem indicação de falhas técnicas específicas, incluindo novas perícias no sistema e no laudo necroscópico.
A defesa deverá apresentar a lista com as 16 testemunhas no prazo de 10 dias. A decisão também determinou a preservação dos dados, backups, logs e prontuários eletrônicos relacionados ao caso até o fim da ação penal.
Denúncia
Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raíza Bentes Praia respondem a processo por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, conforme denúncia recebida pela Justiça em junho.
Segundo o Ministério Público do Amazonas, Juliana teria emitido uma prescrição eletrônica com superdosagem de adrenalina por via intravenosa, posteriormente administrada em Benício por Raíza. O menino morreu durante o atendimento.
