13 de fevereiro de 2026
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Lula diz que orientou Lulinha a se defender e afirma que não haverá proteção em caso do INSS

Marcelo Camargo/Agência Brasi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (5), que conversou diretamente com o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sobre a possibilidade de envolvimento em irregularidades nos descontos ilegais de aposentadorias do INSS.

Segundo Lula, a orientação do governo é clara. “Investigue o que tiver que investigar”, reforçou.

Durante entrevista ao UOL News, o presidente relatou que chamou o filho ao Palácio do Planalto assim que o nome dele surgiu nas apurações. O tom, segundo Lula, foi sério e direto.

Ele afirmou que deixou claro que, caso exista qualquer irregularidade, o responsável deverá pagar o preço. Caso contrário, deverá se defender. Para o presidente, não há espaço para relativizar o tema.

Apesar das citações, Lulinha não é investigado formalmente até o momento. No entanto, seu nome apareceu nas apurações por uma possível ligação com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Sem blindagem

Ao comentar o esquema de descontos indevidos em aposentadorias, Lula reforçou que não haverá proteção especial para o filho nem para qualquer outra pessoa. Segundo ele, o compromisso do governo é com a apuração dos fatos.

Além disso, o presidente tentou relacionar o caso ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com Lula, foi naquele período que a quadrilha teria sido estruturada, embora o maior crescimento dos desvios tenha ocorrido durante o atual governo.

– A investigação do INSS acontece porque o governo descobriu, por meio da AGU, CGU e Polícia Federal, que havia uma quadrilha montada no governo Bolsonaro – afirmou.

Lula também revelou que chegou a defender a criação de uma CPI para investigar o caso. No entanto, segundo ele, lideranças do PT e de outros partidos optaram por não levar a proposta adiante. Por fim, o caso segue sob investigação e o governo promete aprofundar as apurações.

 

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