O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, seguiu sob escolta de militares americanos para Nova York neste sábado (3), após a captura em uma operação militar contra Caracas. Maduro chegou ao Aeroporto Internacional Stewart, onde enfrentará acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
A princípio, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram inicialmente levados a um navio militar dos EUA no Caribe e depois transportados para os Estados Unidos, onde foram apresentados às autoridades. Nas imagens divulgadas pela mídia americana, Maduro aparece algemado e rodeado por policiais fortemente armados. Não foi possível identificar Flores nas imagens.
De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro, juntamente com sua rede de aliados, é acusado de conspirar com organizações criminosas para o tráfico de cocaína. A acusação alega que, durante seu governo, Maduro usou a cocaína como uma “arma contra a América”. Assim, inundou os Estados Unidos com a droga, o que, segundo os promotores, teve efeitos devastadores sobre a saúde pública e a sociedade americana.
Bombardeios e mortes
Os bombardeios que marcaram a operação de captura de Maduro, realizada horas antes em Caracas, resultaram em pelo menos 40 mortos civis e militares venezuelanos. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o governo americano continuará a administrar a Venezuela até que ocorra uma transição política no país, destacando o papel das petroleiras americanas em reativar a infraestrutura do setor energético venezuelano.
Além de Maduro e Flores, a nova acusação inclui o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o filho de Maduro, Nicolás Ernesto. Os EUA os acusa de participar do esquema de narcotráfico e de enriquecimento ilícito através da exploração das riquezas naturais da Venezuela.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Maduro é agora um “fugitivo da Justiça americana”. Além disso, ele destacou a gravidade das acusações contra o líder venezuela
No entanto, especialistas criticam a retórica de Washington. Eles apontam que a Venezuela não é uma grande produtora de cocaína. Ademais, as rotas de tráfico do país geralmente seguem para a Europa, e não para os Estados Unidos.
<p>Enquanto isso, as reações em Caracas foram de consternação, com o governo venezuelano de transição, agora sob a vice-presidente Delcy Rodríguez, condenando os ataques e clamando por uma resposta da comunidade internacional.
O governo Trump, que já havia acusado Maduro de narcoterrorismo desde 2020, promete seguir com suas investigações e ações contra outros membros do governo venezuelano.
