Novos relatos de familiares das vítimas do naufrágio no Encontro das Águas, ocorrido nesta sexta-feira (13), revelam um gesto extremo de amor — e aprofundam as suspeitas de negligência na condução da lancha “Lima de Abreu”.
Segundo Núbia Lima, cunhada de uma das desaparecidas, Poliana da Silva Oliveira retirou o próprio colete salva-vidas para salvar o filho de 16 anos quando a embarcação começou a afundar. Poliana viajava com o marido, identificado apenas como Almeida, e o adolescente. O jovem sobreviveu, mas os pais, não.
“Me falaram que ela pegou o colete dela e deu para o filho se salvar. Ela tentou subir no barco, mas escapulou e afundou para debaixo da lancha. Depois disso, não tivemos mais notícia”, relatou Núbia, emocionada.
A família mora em Manaus e desconhecia a viagem repentina para Nova Olinda do Norte. A decisão de passar o fim de semana fora só veio à tona após o acidente.
Entre a dor e a revolta, Núbia questiona as condições de segurança da embarcação. “Eu quero minha cunhada de volta. Cadê a segurança? Não tinha segurança nessa lancha”, afirmou.
Enquanto as equipes de resgate continuam as buscas pelos desaparecidos, os familiares cobram responsabilização e pedem que as autoridades apurem se houve falha na condução e no cumprimento das normas de segurança.
