A morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), gerou comoção nacional e motivou manifestações em várias capitais brasileiras no fim de semana. Em Manaus, protetores de animais, tutores e ativistas se reuniram no Anfiteatro da Ponta Negra para cobrar justiça pelo caso e denunciar a frequência de episódios de maus-tratos contra animais no país.
Segundo organizadores do ato na capital amazonense, a mobilização integra um movimento nacional impulsionado pela repercussão do caso. Integrantes destacaram que a rotina de denúncias e resgates de animais vítimas de violência no Amazonas reforça a urgência de punições mais efetivas e da responsabilização dos envolvidos.
A causa animal, de acordo com os organizadores, mobilizou pessoas em todo o Brasil, o que facilitou a articulação de atos simultâneos em diferentes cidades. A mobilização também ganhou força nas redes sociais, onde usuários passaram a defender a federalização da investigação. Desse modo, o assunto figurou entre os mais comentados da plataforma X.
Durante a manifestação em Manaus, participantes relataram indignação e afirmaram que a impunidade contribui para a repetição de crimes contra animais. Outros manifestantes destacaram que a mobilização representa um pedido de justiça não apenas por Orelha, mas por todas as vidas animais.
Organizadores também relembraram episódios recentes de violência contra animais na capital amazonense, incluindo agressões e ataques a animais comunitários, o que fortaleceu a adesão local ao movimento.
Além de Manaus, manifestações estão previstas em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Os atos acontecem em locais públicos e reúnem tutores, protetores independentes e coletivos ligados à causa animal.
O caso
O caso envolve o cachorro Orelha, conhecido na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, com cerca de 10 anos, sofreu uma agressão brutal no início de janeiro e passou pela eutanásia, devido à gravidade dos ferimentos.
Todavia, a Polícia Civil investiga quatro adolescentes como principais suspeitos. A apuração inclui maus-tratos, danos ao patrimônio e possíveis crimes contra a honra.
Crime
Os maus-tratos contra animais incluem abandono, agressões, mutilações, envenenamento, falta de alimentação, abrigo e atendimento veterinário, além da exploração em atividades que provoquem sofrimento. No Brasil, o crime é previsto na Lei nº 9.605/1998, com penas agravadas pela Lei nº 14.064/2020, que estabelece reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal em casos envolvendo cães e gatos.
