31.3 C
Manaus
20 de março de 2026
CidadeDestaques

Protesto em Manaus cobra justiça pela morte do cachorro comunitário Orelha

Imediato

A morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), gerou comoção nacional e motivou manifestações em várias capitais brasileiras no fim de semana. Em Manaus, protetores de animais, tutores e ativistas se reuniram no Anfiteatro da Ponta Negra para cobrar justiça pelo caso e denunciar a frequência de episódios de maus-tratos contra animais no país.

Segundo organizadores do ato na capital amazonense, a mobilização integra um movimento nacional impulsionado pela repercussão do caso. Integrantes destacaram que a rotina de denúncias e resgates de animais vítimas de violência no Amazonas reforça a urgência de punições mais efetivas e da responsabilização dos envolvidos.

A causa animal, de acordo com os organizadores, mobilizou pessoas em todo o Brasil, o que facilitou a articulação de atos simultâneos em diferentes cidades. A mobilização também ganhou força nas redes sociais, onde usuários passaram a defender a federalização da investigação. Desse modo, o assunto figurou entre os mais comentados da plataforma X.

Durante a manifestação em Manaus, participantes relataram indignação e afirmaram que a impunidade contribui para a repetição de crimes contra animais. Outros manifestantes destacaram que a mobilização representa um pedido de justiça não apenas por Orelha, mas por todas as vidas animais.

Organizadores também relembraram episódios recentes de violência contra animais na capital amazonense, incluindo agressões e ataques a animais comunitários, o que fortaleceu a adesão local ao movimento.

Além de Manaus, manifestações estão previstas em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Os atos acontecem em locais públicos e reúnem tutores, protetores independentes e coletivos ligados à causa animal.

O caso

O caso envolve o cachorro Orelha, conhecido na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, com cerca de 10 anos, sofreu uma agressão brutal no início de janeiro e passou pela eutanásia, devido à gravidade dos ferimentos.

Todavia, a Polícia Civil investiga quatro adolescentes como principais suspeitos. A apuração inclui maus-tratos, danos ao patrimônio e possíveis crimes contra a honra.

Crime

Os maus-tratos contra animais incluem abandono, agressões, mutilações, envenenamento, falta de alimentação, abrigo e atendimento veterinário, além da exploração em atividades que provoquem sofrimento. No Brasil, o crime é previsto na Lei nº 9.605/1998, com penas agravadas pela Lei nº 14.064/2020, que estabelece reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal em casos envolvendo cães e gatos.

Leia mais

Roberto Sabino intensifica atuação no Japiim após período chuvoso

Matheus Valadares

Dupla furta câmeras de segurança em imóvel no bairro Cidade Nova

Matheus Valadares

Criança de 11 anos engravida após ser estuprada pelo próprio tio em Manacapuru

Matheus Valadares

Ao continuar navegando, você concorda com as condições previstas na nossa Política de Privacidade. Aceitar Leia mais