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14 de julho de 2026
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Marinha e Sindarma discutem estratégias contra pirataria nos rios da região Norte

Ele destacou ações das transportadoras no combate à pirataria, como o uso de tecnologia e a contratação de escoltas armadas, especialmente para comboios de combustíveis.

Foto: Divulgação

Manaus – O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) propôs medidas para melhorar a segurança da navegação na região, como fortalecer a infraestrutura aquaviária, integrar os órgãos de segurança e instalar novas bases flutuantes nos rios da Amazônia.

O presidente do Sindarma, Galdino Alencar, apresentou as propostas na segunda edição do Fórum Permanente de Segurança da Navegação, promovido pela Marinha do Brasil. Ele destacou ações das transportadoras no combate à pirataria, como o uso de tecnologia e a contratação de escoltas armadas, especialmente para comboios de combustíveis.

“Durante muito tempo, o estado ignorou os crimes nos rios. Chegamos a ter assaltos no Encontro das Águas. Com escoltas armadas, os ataques diminuíram, principalmente em áreas sem presença policial, como o Rio Juruá”, afirmou. Apesar disso, as tentativas de abordagens e os confrontos armados continuam quase diariamente.

Alencar também alertou para os impactos sociais e ambientais da pirataria, que impulsiona crimes como pesca e garimpo ilegais, tráfico de drogas, biopirataria e exploração humana. Ele reconheceu o esforço dos órgãos de segurança, mas destacou a vantagem das quadrilhas, que usam armamento pesado, motores potentes e até drones para monitorar embarcações.

“O crime organizado domina os rios. Sem uma política firme e contínua de segurança fluvial, o abastecimento do interior do Amazonas está em risco”, concluiu.

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