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10 de setembro de 2026
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Mario Frias e produtora de Dark Horse são alvos de operação da PF

Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama, dona da Go UP Entertainment, foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (10). A operação Make Up investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao todo, a PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão contra 22 pessoas e empresas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Distrito Federal. Não há mandados de prisão.

As ordens foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a PF, as investigações apontam uma suposta organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo seria responsável por direcionar recursos para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da prestação dos serviços. As suspeitas incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Levantamentos financeiros também identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas investigadas. Conforme a PF, as tentativas de ocultar os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano.

Emendas e investigação sobre a produtora

Em agosto, Flávio Dino autorizou o compartilhamento com a PF de dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma operação que também teve Karina Gama como alvo. A solicitação do material ocorreu para ampliar as apurações sobre possíveis desvios de recursos públicos, especialmente emendas parlamentares.

O roteiro de Dark Horse leva assinatura de Mario Frias. Em 2024, o deputado destinou R$ 2 milhões em emendas para a ONG ligada ao filme. A defesa de Frias negou, em maio, que houve triangulação de recursos para financiar a produção e classificou a suspeita como especulativa.

Em junho, a produtora foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investigava suspeita de fraude. O caso envolvia uma licitação de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a Go UP Entertainment, endereços ligados a Karina e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia foram alvo de buscas.

A Polícia Civil também solicitou acesso a análises do Coaf sobre movimentações financeiras do ICB, da Go UP e de Karina. Uma das linhas investigadas é a possibilidade de parte dos recursos teve direcionamento à Go UP durante a produção de Dark Horse.

De acordo com as informações apresentadas na investigação, mais de 90% do orçamento do filme teve financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro. A PF também apura mensagens encontradas em um dos celulares do empresário que indicariam tratativas sobre o financiamento da obra.

 

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