O atirador responsável por assassinar o sargento do Exército Lucas Ramon, dentro de uma cafeteria em setembro de 2021, deu detalhes à polícia sobre sua participação no crime.
Silas Ferreira da Silva, de 26 anos, teria sido contratado por R$ 65 mil e prestou depoimento sobre negociação.
Segundo a polícia, a recompensa de R$ 40 mil oferecida pela família da vítima por informações sobre o assassino foi fundamental para prendê-lo.
“Eles ofereceram uma recompensa, fizeram a divulgação de um número particular deles para o envio de mensagens, e todas essas denúncias serão repassadas para polícia. Recebemos várias fake news infelizmente, as pessoas ainda agem assim, porém recebemos também diversas denúncias aí apontando Silas como executor”, explicou o delegado Ricardo Cunha.
O casal Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire é dono do grupo Vitória Supermercados, e a polícia acredita que o assassinato do sargento tenha motivação passional.
“A motivação foi a descoberta por parte do marido, o autor intelectual do crime, de que sua esposa estava tendo um caso com o sargento. Então, desde que ele tomou conhecimento disso, e não só um caso como também estaria desviando dinheiro da empresa do casal para dar para o seu amante. Então, diante dessa informação, o marido elaborou esse plano de vingança e veio a cometer esse homicídio”, disse a delegada Emília Ferraz.
Segundo as investigações, o sargento Lucas terminou o relacionamento com jordana depois de descobrir que a esposa estava grávida.
Ainda conforme a polícia, a empresária sabia que o marido iria encomendar a morte do então amante, mas nada fez para impedir.
No último dia 9, a polícia fez uma operação e prendeu o casal e outras pessoas apontadas por fazer a intermediação entre os empresários e o assassino do sargento. Segundo a polícia, o principal articulador foi Romário Bentes, que é gerente da rede de supermercados.
Na última sexta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o empresário Joabson Gomes fosse solto e responda as acusações em liberdade. Jordana já cumpria prisão domiciliar para cuidar dos filhos.
