A Polícia Civil indiciou o médico Orlando Ignacio Aguirre por homicídio culposo após a morte do bebê Pedro Henrique Falcão Soares Lima, de apenas 1 ano e 3 meses. O fato ocorreu durante um procedimento anestésico em Presidente Figueiredo, região metropolitana de Manaus.
Segundo as investigações, o anestesiologista teria agido com negligência e descumprido protocolos técnicos obrigatórios durante o atendimento à criança. O inquérito apontou falhas graves, como a ausência de monitoramento adequado, a não utilização do capnógrafo — equipamento essencial para acompanhar a respiração do paciente anestesiado — e irregularidades no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que não teria sido devidamente assinado antes da cirurgia.
De acordo com a mãe da criança, Stefany Falcão Lima, Pedro Henrique foi levado inicialmente ao Hospital Municipal Eraldo Neves Falcão com dores no ouvido. Durante o atendimento, o menino recebeu diagnóstico de fimose e acabou encaminhado para um procedimento cirúrgico dias depois.
A mãe relatou ainda que acompanhava o atendimento quando percebeu o agravamento do estado de saúde do filho. Segundo ela, após a sedação inicial não fazer efeito, o médico aumentou a dose da anestesia. Em seguida, a criança apresentou queda rápida na saturação e entrou em estado crítico ainda no centro cirúrgico.
Além disso, Stefany afirmou que o anestesiologista teve dificuldades para realizar a entubação e demorou para pedir ajuda médica. Desesperada, ela própria solicitou que uma enfermeira chamasse o pediatra da unidade. O profissional tentou reanimar o bebê, mas Pedro Henrique não resistiu.
O caso segue sob investigação.
