A Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, suspendeu nesta terça-feira (1º) os perfis do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão). A decisão ocorreu após determinação do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ByteDance, controladora do TikTok, também retirou do ar o perfil do candidato.
As empresas informaram à Justiça Eleitoral que cumpriram a determinação judicial, que também estabeleceu a retirada das contas dos sistemas de recomendação das plataformas.
Em documento enviado ao TSE, a Meta confirmou que tornou as contas indicadas indisponíveis e afirmou estar colaborando com a Justiça Eleitoral para atender eventuais novas determinações.
A decisão de Dias Toffoli, divulgada na segunda-feira (31), também determinou a suspensão de repasses e gastos de recursos do Fundo Eleitoral, além de impedir a participação de Renan Santos em debates eleitorais.
Segundo a decisão, foram identificadas irregularidades nas informações apresentadas à Justiça Eleitoral envolvendo perfis utilizados pela campanha do candidato nas redes sociais.
Renan critica decisão
Renan Santos classificou a determinação como “absurda” e afirmou que se considera vítima de perseguição. Durante uma coletiva, o candidato também questionou a atuação do Judiciário e declarou não saber qual será o futuro de sua candidatura.
“Decisão monocrática absurda”, afirmou Renan, que também classificou a medida como uma “cassação branca”.
O candidato ainda declarou: “Mais um abuso, mais um passo à frente de uma espécie de ditadura dentro do Judiciário que vem interferindo não só no processo eleitoral, mas na vida de todos nós. Eu sou mais uma vítima disso”.
Sobre a continuidade da campanha, Renan afirmou: “Não sei o destino da minha campanha”, mas disse acreditar na reversão da decisão.
