A morte do soldador Jhone Salgado, conhecido como Nico, de 45 anos, nesta sexta-feira (28), durante a montagem de uma alegoria da Ciranda Flor Matizada, trouxe à tona outro acidente fatal envolvendo a mesma agremiação. O caso ocorreu há exatamente quatro anos, durante o Festival de Cirandas de Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus.
Em 28 de agosto de 2022, uma alegoria sustentada por um guindaste caiu durante a apresentação da Flor Matizada, no Cirandódromo, diante do público. Entre os feridos estava a cirandeira Vivian Ramos da Silva, de 27 anos, que recebeu socorro e a encaminharam em estado grave para Manaus.
Vivian permaneceu internada no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas morreu dias depois em decorrência dos ferimentos. Na época, houve a confirmação de que a vítima estava grávida de três meses. Outras pessoas também ficaram feridas no acidente, algumas com fraturas expostas.
Quatro anos depois, a tragédia voltou a atingir a Flor Matizada. Nico, natural de Parintins, trabalhava na montagem de uma alegoria quando caiu de aproximadamente 12 metros de altura. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu após ser levado ao Hospital Lázaro Reis.
Segundo a coordenação de alegorias da agremiação, o trabalhador utilizava Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no momento do acidente.
Após a ocorrência, as atividades de preparação da Flor Matizada foram suspensas. A Polícia Militar foi acionada, enquanto órgãos de segurança e cultura se reuniram para discutir o caso e os procedimentos relacionados ao festival.
