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15 de julho de 2026
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Mulher é apontada como líder do sequestro de irmãos e roubo de R$ 60 mil em Manaus

A polícia prendeu três das 8 pessoas que participaram do sequestro de dois irmãos em um sítio no bairro Puraquequara, na manhã dessa quarta-feira (25). Entre elas está uma mulher identificada “Marizete”, apontada como uma das chefes dos criminosos e responsável por agredir as vítimas.

Conforme informações repassadas pela delegada Débora Marreiros, após terem as casas invadidas e as famílias feitas reféns, as vítimas foram levadas para um cativeiro e obrigadas a transferir mais de R$ 60 mil para a quadrilha.

Ao menos dois criminosos usavam fardamento da polícia no momento da ação. Após a denúncia do caso, as buscas pelos envolvidos começaram e e na tarde de ontem, três integrantes da organização que estavam sacando parte do dinheiro para entregar aos sequestradores.

Uma dessas pessoas era a mulher, considerada uma das cabeças do grupo:

“Conseguimos chegar também na sequestradora que as vítimas reconhecem como sendo a pessoa mais violenta, que chegou a machucar as vítimas com socos e chutes. Ela confessou a participação nesse crime hediondo”, diz Débora.

A polícia afirma que o crime foi planejado e que a rotina e os negócios das vítimas que funcionavam no mesmo terreno do sítio, foram estudados pelos criminosos.

No cativeiro para onde os irmãos foram levados a polícia encontrou sangue das vítimas, mordaças, algemas e percebeu que o grupo deixou o local pouco antes da chegada dos agentes.

O ar condicionado estava ligado, assim como cafeteira e outros equipamentos. Débora destaca ainda que além do dinheiro roubado dos empresários, os suspeitos chegaram a ligar para clientes das vítimas exigindo dinheiro para não executá-los.

Além da extorsão, os assaltantes levaram dinheiro, relógios, celulares e vários objetos de valor da casa. Das três pessoas presas até o momento, todas possuem passagem pela polícia, inclusive Marizete, que responde por roubo cometido em 2011, tráfico de drogas e outros delitos.

Ela estava em liberdade há pouco tempo e agora volta para a cadeia. As investigações continuam para tentar identificar e localizar os demais membros do grupo. Até o momento, a polícia sabe que eles usaram aproximadamente 12 contas bancárias para receber o dinheiro da extorsão.

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