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6 de outubro de 2026
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Mulher morta por traficantes ia denunciar extorsão a moradores em Manaus

A morte de Raylene Araújo Souza, 20, ocorrida na Comunidade Buritis, na Zona Norte, no sábado (26), foi motivada não apenas pela “desobediência” da jovem aos traficantes, mas também pela luta dela por justiça quanto a situação de sua família e os demais moradores do local.

Isso porque Raylene estava revoltada com a cobrança de taxas exigidas por Vitor José Paulino, 62, o mandante do crime, para que os moradores pudessem ter acesso à serviços básicos como energia.

“O que mais revoltava essa vítima era o pagamento de uma taxa dos seus familiares que pagavam R$ 80 reais para ter acesso a luz, porque o Vitor se intitulava o dono da comunidade e todo mundo tinha que pagar essa quantia para ele para ter acesso à serviços”, revela o delegado Ricardo Cunha.

Raylene não aceitava que a comunidade vivesse sob o domínio do crime que impunha regras de todos os tipos e ainda extorquia a população.

Ela ameaçou acionar a polícia para intervir e por isso, se tornou alvo marcado e acabou executada com 3 tiros na cabeça na frente do filho pequeno e de sua mãe.

Além de Vitor, o mandante, foram presos nesta manhã (3), Deivid Ribeiro Correa, 19, Henrique Ferreira Vasconcelos, 25, os executores da jovem, mas eles são apenas braços de uma facção que espalha medo e terror onde se fincar raízes.

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