A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida. Ela desarticulou um grupo investigado por planejar um ataque com explosivos contra o prédio que receberia um debate presidencial durante as eleições deste ano.
De acordo com as investigações, a organização mantinha ligações com ideologias de extrema-direita e utilizava símbolos associados ao nazismo e a grupos supremacistas racistas.
Primeiramente, as investigações iniciaram após um relatório do CiberLab (Laboratório de Operações Cibernéticas). Assim, os investigadores identificaram comunicações nas quais integrantes discutiam ações para o período eleitoral. Entre os conteúdos interceptados estavam conversas sobre:
Invasão de edifícios, seleção de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios em Brasília.
Segundo a Polícia Civil, o grupo também compartilhava manuais para fabricação de artefatos explosivos em plataformas de mensagens. Ao todo, as autoridades cumpriram oito mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Durante a operação, os policiais apreenderam armas de fogo, facas e canivetes. Também foram encontrados materiais com referências ao nazismo e a grupos extremistas de supremacia racial, incluindo um chapéu semelhante ao utilizado pela organização supremacista Ku Klux Klan, considerada um dos principais símbolos do extremismo racista nos Estados Unidos.
Por fim, a investigação apura os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. Até o momento, o caso não foi enquadrado na Lei Antiterrorismo. A partir do material apreendido, a Polícia Civil pretende identificar possíveis novos integrantes da organização e esclarecer o estágio de desenvolvimento do plano investigado.
