A Polícia Civil prendeu, nessa segunda-feira (19), um homem de 27 anos suspeito de comandar um esquema de fraudes em empréstimos consignados. Ele gerou um prejuízo estimado em R$ 150 mil no município de Manacapuru, região metropolitana de Manaus. A ação faz parte da Operação Saldo Fantasma.
A investigação, conduzida pela Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru em conjunto com a Delegacia Especializada de Polícia (DEP), revelou que o suspeito utilizava acesso privilegiado aos sistemas internos da instituição financeira onde trabalhava para contratar empréstimos sem autorização das vítimas.
De acordo com o delegado John Castilho, pelo menos 61 pessoas sofreram o golpe, a maioria idosos e beneficiários de programas sociais. Os golpes começaram ainda em 2024, e tornaram-se alvos de denúncia no fim de 2025, quando as vítimas perceberam a redução nos valores recebidos mensalmente.
Para evitar suspeitas no início do esquema, o investigado chegou a pagar algumas parcelas dos empréstimos fraudulentos. No entanto, com o tempo, deixou de cobrir os valores, o que levou as vítimas a procurar a polícia e a agência bancária.
A apuração contou com a colaboração da instituição financeira, que forneceu documentos e informações técnicas. Imagens também mostram o suspeito realizando saques em caixas eletrônicos com recursos desviados das contas das vítimas. O esquema seguia um padrão e estava diretamente ligado ao funcionário, que acabou demitido por justa causa.
Lavagem de dinheiro
Ainda conforme a polícia, parte do dinheiro era transferida para contas de terceiros, incluindo familiares, o que indica possível prática de lavagem de dinheiro. As investigações seguem para identificar outros envolvidos.
Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou a prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens. Por fim, os policiais localizaram o suspeito e o prenderam no bairro São José, em Manacapuru.
O golpista responderá pelos crimes de estelionato, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Agora, ele permanece à disposição do Poder Judiciário.
