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4 de março de 2026
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Vídeo mostra “oração da extorsão” feita por advogada e sargento presos em Goiás

Um vídeo obtido pela Polícia Civil de Goiás durante operação realizada em Luziânia (GO) revelou uma cena que chocou até investigadores experientes: a advogada Tatiane Meireles e o sargento da PMGO Hebert Póvoa, apontados como líderes de uma quadrilha de agiotagem e extorsão, aparecem realizando uma espécie de “oração da extorsão” sobre maços de dinheiro arrecadados pelo grupo.

Na gravação, Tatiane conduz uma reza pedindo que Deus ‘multiplique’ o dinheiro obtido nas cobrança, enquanto o sargento acompanha com as mãos sobre o montante. Segundo os investigadores, as imagens demonstram o nível de frieza, organização e confiança da atuação criminosa.

Ademais, a Polícia Civil prendeu seis integrantes da organização: o sargento Hebert Póvoa, ex-candidato a vereador pelo PL; a advogada Tatiane Meireles; dois policiais militares; e dois civis. A investigação começou após denúncia da própria Polícia Militar de Goiás, que encontrou indícios de participação de agentes em crimes graves.

Além do vídeo da “oração”, a polícia recolheu gravações que mostram violentas sessões de cobrança. Em uma delas, Póvoa aparece armado agredindo uma mulher que havia contraído empréstimo com o grupo. Ela é insultada, ameaçada e implora para não ter o celular tomado, afirmando que precisava trabalhar.

Outros casos

Outros registros mostram homens ajoelhados, chorando e sendo espancados com tacos de baseball, cassetetes e chutes. Em uma das agressões, um dos criminosos reforça o tom de ameaça dizendo: “Aqui no Goiás você vai aprender como funciona.”

Tatiane Meireles também participava dos episódios de violência. Em outro vídeo, a advogada aparece golpeando um homem com um cassetete enquanto gritava ordens para que ele se levantasse.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas de fogo, instrumentos usados nas agressões e cerca de R$ 10 mil em espécie, parte do dinheiro visto na gravação da oração.

Por fim, a Polícia Civil afirma que a quadrilha atuava como uma organização criminosa estruturada, voltada para agiotagem, extorsão, tortura mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

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