A Polícia Civil prendeu o padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, na sexta-feira (4), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele é suspeito de estuprar uma jovem de 19 anos. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o religioso utilizava bebidas alcoólicas como forma de facilitar as supostas investidas contra a jovem e o namorado dela, de 18 anos.
De acordo com as informações do caso, os dois jovens frequentavam a igreja onde o padre atuava e participavam das atividades religiosas como coroinhas. O religioso havia chegado à diocese poucos meses antes e, desde então, teria desenvolvido uma relação de proximidade com o casal.
Após as missas, segundo o relato apresentado à polícia, o padre costumava convidar os dois para acompanhá-lo até sua residência.
Jovem relata episódios de abuso
Em depoimento às autoridades, a jovem afirmou que, durante as visitas à residência do padre, ele oferecia bebidas alcoólicas a ela e ao namorado e insistia para que os dois consumissem, mesmo depois de ela informar que tinha problemas relacionados ao álcool.
Em um dos episódios relatados, a jovem afirmou que o padre a abraçou e teria aproveitado o momento para tocar em sua região genital.
Segundo outro relato apresentado pela vítima, em uma ocasião na qual o namorado estaria sob efeito de álcool, o religioso teria colocado a mão por dentro do sutiã da jovem.
A mulher também relatou um terceiro episódio. De acordo com o depoimento, depois que ela e o namorado foram dormir na residência do padre, o religioso teria acordado a jovem durante a madrugada e a convidado novamente para consumir bebidas alcoólicas.
Suposta oferta de ajuda financeira
Além dos episódios de natureza sexual relatados pela jovem, o caso também envolve supostas ofertas de ajuda financeira.
Segundo o depoimento, o padre teria oferecido auxílio ao casal para despesas relacionadas à obtenção da carteira de motorista e para a compra de materiais destinados à abertura de um salão de beleza.
Ainda conforme o relato, o religioso teria sugerido que os dois jovens passassem a morar na mesma residência que ele.
As circunstâncias dessas ofertas e a eventual relação delas com os episódios denunciados serão apuradas durante a investigação.
A prisão de Jucelino de Oliveira ocorreu na sexta-feira (4), após policiais de Praia Grande cumprirem um mandado de prisão expedido pela Justiça.
Além da prisão, foram determinadas medidas cautelares para preservar a segurança das duas pessoas envolvidas no caso.
A Justiça proibiu o religioso de permanecer a menos de 300 metros da jovem e do namorado, além de impedir qualquer tentativa de contato com os dois, seja pessoalmente ou por outros meios.
O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias dos fatos relatados e reunir outros elementos que possam contribuir para a apuração das acusações.
O padre é considerado suspeito e terá direito à defesa e ao devido processo legal durante a tramitação do caso.
