Bruno Mello de Freitas passa neste domingo (9) o primeiro Dia dos Pais sem o filho, Benício Xavier, que morreu aos 6 anos em 2025 após dar entrada no Hospital Santa Júlia, em Manaus. Segundo a investigação policial, a criança teria recebido uma dosagem incorreta de adrenalina durante o atendimento.
Em uma homenagem publicada nas redes sociais, Bruno relembrou momentos vividos ao lado do filho e falou sobre a saudade após a morte da criança.
“Nenhum Dia dos Pais será mais o mesmo sem você, meu filho. Sinto muito a falta do seu abraço, beijos, nossos finais de semana juntos. Sinto falta até de você me acordar para assistirmos ao seu desenho favorito.
Como tudo isso me faz falta, Benício. Onde quer que você esteja, estarei lutando por vc”, escreveu.
Até o momento, a médica Juliana Brasil não foi julgada. A técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, apontada como responsável pela aplicação do medicamento, também é investigada. As duas estão proibidas de atuar em hospitais.
Desde a morte do filho, Bruno tem relatado publicamente a dor provocada pela perda e afirmado que pretende continuar buscando responsabilização pelo que aconteceu.
“Me dói muito lembrar. Coloquei ele na maca e depois saímos de lá com ele dentro de um saco preto, por causa desses erros sucessivos. Eu ainda recordo de muitas cenas, não sei até quando isso vai ficar na minha mente. Em nenhum momento a gente perdeu a fé, nem mesmo após a morte dele. Sabemos o quanto essa batalha vai ser difícil, mas acreditamos que as coisas vão melhorar. Queremos honrar o nome do Benício. Que ele seja um divisor de águas”, afirmou o pai.
A investigação continua e deverá apurar as circunstâncias do atendimento prestado à criança e as responsabilidades relacionadas à administração do medicamento.
