A descoberta de um passaporte atribuído a Eliza Samudio em Portugal reacendeu os mistérios que cercam o caso da modelo assassinada em 2010. O documento, encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado e guardado entre livros, tem último carimbo de entrada em 2007 e não apresenta registro oficial de saída do país, o que levantou dúvidas sobre sua veracidade e sobre a ida de Eliza à Europa.
Na época, Eliza afirmou ao jornal Extra que viajou a Portugal para conhecer o jogador Cristiano Ronaldo, então estrela do Manchester United. Ela relatou ter mantido contato com o atleta e chegou a divulgar uma foto ao lado dele, feita em maio de 2007. Segundo a publicação, a modelo teria retornado ao país europeu em outras ocasiões entre 2008 e o início de 2009.
O suposto passaporte foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou o Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores informou que o documento está expirado e cancelado e será enviado a Brasília, ficando à disposição da família.
A mãe de Eliza, Sônia Moura, criticou a exposição do caso e afirmou que cobrará respostas das autoridades. Segundo ela, ainda existem muitas lacunas sem esclarecimento. O crime que vitimou Eliza Samudio resultou na condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes, e nunca encontraram o corpo da modelo.
