10 de janeiro de 2026
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Petro afirma que ameaça militar dos EUA contra a Colômbia é “real” e critica políticas de Trump

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou à BBC que acredita haver uma “ameaça real” de uma ação militar dos Estados Unidos contra seu país. A fala ocorreu após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu uma operação militar contra a Colômbia. A fala de Petro vem após o próprio Trump fazer ameaças à Colômbia e atacar sua política de combate ao narcotráfico, além de reforçar o controle da imigração.

Petro afirmou que os EUA estão tratando outras nações, especialmente da América Latina, como parte de um “império americano”. Portanto, isso levaria a uma isolação internacional do país. O presidente colombiano também acusou agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) de agirem como “brigadas nazistas”, em referência às operações do governo Trump contra imigração ilegal, que já resultaram em milhares de deportações e o assassinato de cidadãos, como no caso de Renee Nicole Good em Minneapolis.

A tensão aumentou após o ataque dos EUA à Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro, quando Trump afirmou que uma operação militar contra a Colômbia parecia uma boa ideia. Petro, por sua vez, criticou o governo dos EUA. Ele disse que os EUA correm o risco de passar de um país dominante para um isolado do mundo.

Além disso, o presidente colombia também criticou as operações militares e a política de imigração de Trump. Ele afirmou que a história da Colômbia mostrou como o país reagiu a grandes exércitos, destacando o uso de seu território montanhoso e selvagem como forma de resistência.

Operações secretas

O presidente colombiano também mencionou conversas com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, sobre a interferência das agências de inteligência dos EUA na América Latina. Petro lembrou que essas agências atuam na Colômbia apenas para combater o narcotráfico, embora, segundo ele, outras operações secretas estivessem sendo realizadas no país.

Petro também voltou a negar acusações de envolvimento com o tráfico de cocaína, um tema frequentemente utilizado por Trump em suas críticas à Colômbia. O presidente colombiano ressaltou que, como ex-guerrilheiro e crítico do narcotráfico, ele tem combatido cartéis há mais de 20 anos.

No aspecto interno, Petro defendeu sua estratégia de “paz total”, que busca negociar com grupos armados, ao mesmo tempo que se opõe a aqueles que não aceitam a paz. Negociações estão em andamento no sul da Colômbia, onde a produção de coca diminuiu, assim como a taxa de homicídios. Para Petro, essa abordagem busca reduzir a violência sem ser ingênuo quanto às intenções de alguns grupos criminosos.

 

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