A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, afastada das ruas após atirar e matar uma mulher na zona leste de São Paulo, tornou-se soldado da corporação nesta sexta-feira (17). A promoção ocorreu duas semanas após o caso que resultou na morte de Thawanna da Silva Salmázio.
Primeiramente, a decisão está publicada no Diário Oficial. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública esclareceu que não houve promoção da policial, apesar da mudança de nomenclatura.
Além disso, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a alteração ocorreu em cumprimento à Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026, que extinguiu a divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe, unificando a carreira sob uma única classificação.
Segundo o comunicado, o reajuste salarial de R$ 480 corresponde apenas à equiparação automática prevista na legislação para policiais que integravam a antiga 2ª classe. A pasta também destacou que não existe a figura de “estagiário” na corporação: após o período como aluno-soldado, o profissional já passa a atuar como soldado.
O caso que envolve a policial ocorreu no dia 3 de abril, na Cidade Tiradentes, também na zona leste da capital paulista. Na ocasião, a vítima caminhava ao lado do marido quando houve um desentendimento com uma equipe da Polícia Militar após o retrovisor da viatura atingir o braço do homem.
Durante a discussão, a policial desceu do veículo e, após troca de palavras, efetuou um disparo contra Thawanna, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Por fim, Yasmin Cursino Ferreira permanece afastada das funções operacionais e segue sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsável pela apuração do caso.
