As autoridades prenderam três policiais militares da ativa e outros dois homens na madrugada desta terça-feira (24). Eles são suspeitos de tentar roubar aproximadamente uma tonelada de drogas durante uma ação criminosa no Rio Negro, no Amazonas. Os PMs não estavam em serviço no momento da ocorrência.
Segundo as informações iniciais, o grupo invadiu uma embarcação com o objetivo de subtrair um carregamento de entorpecentes armazenado no local.
Troca de tiros
Uma equipe da Companhia de Operações Especiais (COE) avistou o barco nas proximidades de Paricatuba, em Iranduba. Os ocupantes estavam armados e utilizavam coletes balísticos.
Durante a tentativa de abordagem, houve reação por parte dos suspeitos, que dispararam contra os policiais. A equipe revidou, iniciando uma troca de tiros. Apesar do confronto, ninguém ficou ferido.
Prisões e apreensões
Após a ação, os cinco suspeitos foram presos e encaminhados ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), junto com drogas, armas e munições apreendidas.
Entre os materiais apreendidos estão:
- 1 pistola Taurus 840 com carregador;
- 72 munições calibre 9 mm intactas;
- 8 munições calibre .40 intactas;
- 2 algemas;
- aparelhos celulares;
- 1 pistola Taurus G2C calibre 9 mm com dois carregadores (uso restrito);
- 1 fuzil calibre 5.56 com seis carregadores;
- 1 pistola Taurus G2C calibre .38 TPC com carregador;
- 9 munições calibre .38;
- 1 detector de metal portátil;
- 1 bote de alumínio com toldo e motor de 300 HP.
A polícia não informou o paradeiro dos criminosos que seriam os proprietários da droga.
Investigação e medidas administrativas
O caso será investigado pela Polícia Civil do Amazonas. Há suspeitas de que outros policiais possam estar envolvidos no esquema.
Os cinco presos devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (25). Mais detalhes deverão ser divulgados em coletiva de imprensa.
Por meio de nota, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que afastará os agentes envolvidos das funções. Eles responderão a procedimentos administrativos, com recolhimento imediato das armas, conforme prevê a legislação.
“A instituição reafirma que não admite desvios de conduta e atua com rigor para responsabilizar qualquer integrante que descumpra a lei e os princípios da honestidade”, destacou a corporação.
