A Polícia Civil prendeu funcionários de uma concessionária em Manaus que são suspeitos de furtar 34 veículos e gerar um prejuízo acima de R$ 30 milhões. Nesta quarta-feira (26), O delegado Rodrigo Barreto comentou sobre a prisão de funcionários da loja de veículos Auto Parvi.
Em dezembro do ano passado, a Auto Parvi realizou uma auditoria surpresa e notou a falta inicial de 10 carros. Todos os funcionários do setor de seminovos alegaram desconhecer o paradeiro dos veículos. Em razão, disso, a concessionária decidiu registrar os primeiros 10 boletins de ocorrência.
Inesperadamente, dois dias depois a empresa relatou a falta de mais 24 carros e descobriu que alguns veículos já haviam mudado de propriedade. O caso levantou suspeitas sobre a participação de funcionários.
De acordo com o delegado Guilherme Torres, o grupo revendeu os veículos após os furtos. Até o momento a polícia conseguiu recuperar 16 carros. Seis funcionários que estavam envolvidos no esquema criminoso já passaram pela demissão.
“Esse grupo já causou várias vítimas, incluindo a concessionária e terceiros de boa-fé que compraram os veículos.”, afirmou Torres.
Funcionamento do esquema criminoso
Rodrigo Barreto detalhou como o esquema operava na concessionária sem levantar suspeitas. Havia uma clara divisão de tarefas entre os envolvidos, facilitando a operação ilegal. “O gerente Murilo, líder do grupo, subtraía os carros e fraudava a entrada e saída. Ele repassava os veículos para Ivan, da Aguiar Veículos, que os vendia para pessoas de boa-fé”, explicou.
Murilo movimentou mais de R$ 20 milhões em suas contas de forma suspeita. “Ele gravou áudios se justificando e movimentou R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, ganhando entre R$ 7 a R$ 8 mil por mês”, destacou o delegado.
Polícia investiga e busca ressarcimento para vítimas
A polícia registrou mais de 60 boletins de ocorrência pela empresa e pelas vítimas. O foco agora é rastrear o dinheiro para ressarcir as vítimas e capturar Ivan, que fugiu para o Maranhão, além de outros suspeitos.
“Conseguimos bloquear várias contas bancárias e quebrar sigilos telefônicos, fiscais e bancários. Nossa operação terá outras fases. Estamos atrás do caminho do dinheiro”, finalizou Rodrigo.