O ministro da Saúde Marcelo Queiroga descartou utilizar a vacina chinesa CoronaVac para a 3ª dose enquanto o imunizante não estiver com o registro definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Até o momento, a vacina foi autorizada em caráter emergencial.
– É necessário que haja a aprovação dos imunizantes para aplicação nestes grupos específicos, não podemos colocar qualquer imunizante. Só tem um deles com aprovação [definitiva] da Anvisa. E, se não tiver a aprovação da Anvisa, nós não vamos aplicar através do PNI. Vou deixar bem claro: aprovação da Anvisa. Vamos avançar com a dose de reforço nesses grupos e, se as pesquisas apontarem para necessidade desse reforço no restante da população brasileira, faremos isso até o final do ano – disse.
Ainda de acordo com Queiroga, a decisão se estende não só à CoronaVac, mas a todos os imunizantes que ainda não tenham recebido autorização permanente da Anvisa.
– Não só Coronavac, mas qualquer uma das vacinas que não tenham o registro da Anvisa não serão utilizadas por uma questão de segurança da população – explicou.
Atualmente, a vacina da Pfizer é a única que tem aprovação definitiva da Anvisa. Queiroga indicou que, por esta razão, é a única, até o momento, que poderia ser dada como dose de reforço.
– O nosso PNI é respeitado mundialmente, a escolha da Pfizer não foi feita pelo ministro, foi feita pelo grupo técnico [do Ministério da Saúde] – disse.
Ainda em agosto, a Anvisa negou a aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes por falta de dados sobre a segurança e a eficácia neste grupo.
