25 de julho de 2026
AmazonasDestaques

Por propaganda enganosa e discriminatória, DPE pede que Amazonas Energia seja multada em R$ 3 milhões

Foto: Reprodução

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) classificou a propaganda publicitária da Amazonas Energia como “discriminatória ao classificar todos que se manifestam contra o medidor do tipo SMC (Sistema de Medição Centralizada) como criminosos” e também enganosa por omitir que a instalação dos novos medidores encontra-se proibida por decisão da Justiça.

Uma Ação Civil Pública (ACP) foi ingressada pela DPE pedindo a retirada da propaganda e uma indenização de R$ 3 milhões por dano moral coletivo. A peça publicitária divulga que “quem é contra o medidor é a favor do crime”. A ação é do Nudecon (Núcleo de Defesa do Consumidor).

No final do mês passado, o desembargador Lafayette Vieira Júnior, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) atendeu um pedido da própria defensoria que impedia a instalação dos aparelhos remotos. Na TV, rádio e redes sociais, a concessionária de energia defende a instalação dos novos medidores, sustenta que cada aparelho mede o consumo diário de 12 casas simultaneamente e reduz furto de energia elétrica. A defensoria solicita ainda que a empresa deixe de “promover novas campanhas associando consumidores diretos e/ou indiretos a criminosos)

Confira a nota

O Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) informa que ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a empresa Amazonas Energia S/A, pedindo a retirada de uma campanha publicitária das redes sociais da empresa (Youtube, Facebook, Instagram) e dos canais de comunicação convencionais (rádio, TV, etc.), na qual é declarado que “QUEM É CONTRA O MEDIDOR, É A FAVOR DO CRIME” pois considera a publicidade discriminatória ao classificar todos que se manifestam contra o medidor do tipo SMC como criminosos, e também, enganosa, pois omite o fato de que esse tipo de medidor está proibido temporariamente de ser instalado, por força judicial.

Na ACP, o Nudecon pede a aplicação de uma indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 3 milhões, e que a empresa deixe de promover novas campanhas associando consumidores diretos e/ou indiretos a criminosos. A Defensoria aguarda a manifestação do juízo competente.

Leia mais

Suspeito de matar investigador do Denarc morre em tiroteio em Novo Remanso, no AM

Matheus Valadares

Criminosos invadem casa de jornalista e fazem família refém em Manaus

Matheus Valadares

Governador Roberto Cidade fiscaliza obras de pavimentação em Manicoré

Matheus Valadares

Ao continuar navegando, você concorda com as condições previstas na nossa Política de Privacidade. Aceitar Leia mais