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20 de janeiro de 2025
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Prefeitura de Manaus atua na área do deslizamento no Redenção e na assistência às famílias

FOTO/REPRODUÇÃO

A Prefeitura de Manaus atua, neste domingo, 19/1, prestando assistência às vítimas do deslizamento ocorrido na rua 9, do conjunto Hileia, bairro Redenção, zona Centro-Oeste, uma área considerada de “risco” para construções de moradias. No total, 3 pessoas foram socorridas e encaminhadas a hospitais da cidade. Duas seguem desaparecidas.

Conforme avaliação de corpo técnico, o perímetro afetado pelo deslizamento é considerado arriscado para moradias e que, por conta da ligação clandestina de tubulação de água, uma infiltração sobrecarregou a encosta. O prefeito em exercício de Manaus e secretário de Infraestrutura, Renato Junior, esteve no local e salientou a contribuição da prefeitura e dos entes na ação de resgate e suporte.

“Hoje foi um dia difícil no bairro Redenção. Um deslizamento causado por uma ligação clandestina afetou 6 casas construídas em área de risco, deixando 5 vítimas, sendo 3 lesionadas, conforme informações divulgadas até o momento. O prefeito David Almeida prestou solidariedade e colocou a Prefeitura de Manaus à disposição para ajudar. Seguimos firmes, confiando em Deus a todo momento”, destacou Junior.

Equipes da Seminf estão trabalhando na proteção do talude que perdeu toda a vegetação, uma lona está sendo implantada na área, caso ocorram mais chuvas, o solo não seja mais encharcado e novos deslizamentos de terra não ocorram no local, além de maquinário ajudando na busca dos desaparecidos.

Outra equipe atua na limpeza e desobstrução para acesso de uma retroescavadeira e uma escavadeira hidráulica que irão atuar nas buscas por desaparecidos. A Seminf ainda atua na iluminação da área, por meio da Unidade Gestora de Projetos de Energia (UGPM- Energia) que acompanha a concessionária Manaus Luz na instalação de projetores de LED para auxiliar o corpo de bombeiros nas buscas.

“Vale ressaltar que o corpo técnico atribui o deslizamento de terra à sobrecarga no talude, advindo de uma ligação clandestina de tubulação de água. Uma irregularidade, infelizmente, recorrente na nossa cidade. Esse erro atrelado ao contexto dessa área, imprópria para construção de moradias, nos traz ao dia de hoje. As equipes da Seminf têm atuado dia após dia na contenção de erosões, já sanamos 32 áreas como essa, mas é claro que ainda há muito trabalho a fazer e faremos”, complementa Renato Junior.

As secretarias municipais de Infraestrutura (Seminf), Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Limpeza Urbana (Semulsp), Segurança Pública e Defesa Civil (Semseg), Saúde (Semsa), o Centro de Cooperação da Cidade (CCC) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) trabalham em conjunto na operação visando minimizar os danos causados pelo ocorrido.

Apoio às famílias

O primeiro contato assistencial é feito pela Semasc. Até o momento, oito famílias já foram inseridas no benefício Auxílio-Aluguel, por meio do Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e Emergências. Além deste, os atingidos ainda receberão outros benefícios eventuais de acordo com suas principais demandas, tais como cestas básicas, kits de higiene pessoal, colchões, entre outros.

“Algumas horas após o deslizamento, nossas equipes prontamente realizaram os atendimentos às famílias que foram afetadas por essa tragédia. Com o apoio das demais secretarias acionadas, estamos trabalhando para que toda a assistência necessária seja oferecida aos atingidos e para que ninguém fique desamparado”, destacou o secretário Saullo Vianna, da Semasc.

Laudo técnico

Equipes técnicas da Seminf, de forma emergencial, atuam para conter os danos causados às famílias pelo deslizamento. Engenheiros alegam que as moradias foram construídas em área de risco e que na área não há rede de drenagem profunda instalada e que a rede de drenagem superficial está em pleno funcionamento.

Os técnicos da Defesa Civil identificaram uma rede de drenagem clandestina que estava com vazamento há meses, de acordo com os moradores da área. Para o secretário-executivo da Defesa Civil de Manaus, Gladiston da Silva, esse foi o principal motivo para o deslizamento.

“Inicialmente, a gente auxiliou nas buscas das vítimas, fez todo esse trabalho de identificação dos moradores, de casas que estavam em risco, e no segundo momento, a gente passou a trabalhar para identificar as questões que culminaram neste desastre. Em contato com as famílias e com moradores da parte de cima desse barranco, eles informaram que uma conexão clandestina foi feita e estava vazando há meses. Esse foi o principal ponto de contribuição para que ocorresse o colapso desse barranco”.

Limpeza da área

Equipes da Semulsp estão no local realizando a limpeza, retirando entulhos e oferecendo assistência necessária para minimizar os impactos da situação.

A Semulsp reafirma seu compromisso com a segurança e bem-estar da população, trabalhando de forma ágil e eficiente para garantir a normalização do ambiente afetado.

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