A Prefeitura de Manaus divulgou nota nesta sexta-feira (20) para afirmar que não é alvo da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. A polícia estima uma movimentação em mais de R$ 70 milhões ao longo de quatro anos.
Além disso, há apuração sobre a eventual participação individual de servidores públicos. Todavia, de acordo com as autoridades, a estrutura administrativa municipal não integra o foco da investigação.
No comunicado, o Executivo municipal sustenta que nem o prefeito David Almeida nem a gestão como um todo são objeto das medidas judiciais cumpridas na operação. A nota também ressalta que qualquer agente público eventualmente investigado deverá responder individualmente por seus atos, nos termos da lei.
Em tom contundente, a Prefeitura critica o que classifica como tentativa de transformar uma investigação policial em palanque político. De acordo com o texto, setores da oposição “distorceram fatos” para criar narrativas que associem a administração municipal ao caso. Entretanto, não existe indicação formal nesse sentido por parte das autoridades.
A gestão afirma manter compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições, e argumenta que a exploração política de operações policiais revela mais sobre a estratégia de adversários do que sobre os fatos apurados. A disputa, ao que tudo indica, já ultrapassa o campo jurídico e avança para o terreno da narrativa — onde, muitas vezes, a insinuação vale mais que a prova.
