14 de setembro de 2026
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Rebelião em presídio da PM deixa policiais reféns em Manaus

Reprodução

Uma rebelião foi registrada na tarde desta terça-feira (1º) na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada no km 8 da BR-174, na zona rural de Manaus. Policiais militares foram feitos reféns durante o motim, que mobilizou equipes especializadas da segurança pública.

Informações preliminares apontam que um major, um aspirante e dois soldados estariam entre os militares mantidos dentro da unidade. O diretor do presídio também virou refém, mas posteriormente o liberaram.

Até o momento, não havia confirmação oficial sobre mortos ou feridos.

Detentos fazem reivindicações durante motim

Os internos envolvidos na rebelião apresentaram reivindicações durante a ocorrência. Entre os pedidos estaria o retorno dos presos para o antigo núcleo prisional da Polícia Militar, localizado no bairro Monte das Oliveiras, além de questões relacionadas a supostas regalias.

Informações preliminares apontam que o sargento Davi Praia é um dos possíveis líderes do movimento.

Os responsáveis pela rebelião também teriam solicitado a presença de um representante do Ministério Público do Amazonas (MPAM) para acompanhar as negociações.

Bope e negociadores no local

Diante da situação, a Polícia Militar deslocou equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e profissionais especializados em gerenciamento de crises.

As equipes atuam na tentativa de controlar o motim e negociar a liberação dos policiais que permanecem dentro da unidade.

Nova unidade

A UPPM/AM começou a funcionar em maio deste ano, no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, às margens da BR-174 e próximo ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

O espaço passou a receber policiais militares presos após a desativação da antiga unidade no Monte das Oliveiras. A mudança ocorreu em meio a problemas estruturais e após o registro de uma fuga.

A Justiça também autorizou a transferência de mais de 70 policiais militares para o novo estabelecimento, que possui capacidade para 72 presos de natureza militar.

A estrutura também conta com atendimento de saúde, assistência jurídica e suporte administrativo, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Negociação continua

A ocorrência segue sendo acompanhada pelas forças de segurança. As circunstâncias que deram início ao motim, o número exato de internos envolvidos e a situação de todos os possíveis reféns ainda dependem de confirmação oficial.

As equipes especializadas permanecem mobilizadas para controlar a situação e preservar a integridade dos policiais e dos demais internos.

 

 

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