Uma rebelião foi registrada na tarde desta terça-feira (1º) na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada no km 8 da BR-174, na zona rural de Manaus. Policiais militares foram feitos reféns durante o motim, que mobilizou equipes especializadas da segurança pública.
Informações preliminares apontam que um major, um aspirante e dois soldados estariam entre os militares mantidos dentro da unidade. O diretor do presídio também virou refém, mas posteriormente o liberaram.
Até o momento, não havia confirmação oficial sobre mortos ou feridos.
Detentos fazem reivindicações durante motim
Os internos envolvidos na rebelião apresentaram reivindicações durante a ocorrência. Entre os pedidos estaria o retorno dos presos para o antigo núcleo prisional da Polícia Militar, localizado no bairro Monte das Oliveiras, além de questões relacionadas a supostas regalias.
Informações preliminares apontam que o sargento Davi Praia é um dos possíveis líderes do movimento.
Os responsáveis pela rebelião também teriam solicitado a presença de um representante do Ministério Público do Amazonas (MPAM) para acompanhar as negociações.
Bope e negociadores no local
Diante da situação, a Polícia Militar deslocou equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e profissionais especializados em gerenciamento de crises.
As equipes atuam na tentativa de controlar o motim e negociar a liberação dos policiais que permanecem dentro da unidade.
Nova unidade
A UPPM/AM começou a funcionar em maio deste ano, no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, às margens da BR-174 e próximo ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
O espaço passou a receber policiais militares presos após a desativação da antiga unidade no Monte das Oliveiras. A mudança ocorreu em meio a problemas estruturais e após o registro de uma fuga.
A Justiça também autorizou a transferência de mais de 70 policiais militares para o novo estabelecimento, que possui capacidade para 72 presos de natureza militar.
A estrutura também conta com atendimento de saúde, assistência jurídica e suporte administrativo, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Negociação continua
A ocorrência segue sendo acompanhada pelas forças de segurança. As circunstâncias que deram início ao motim, o número exato de internos envolvidos e a situação de todos os possíveis reféns ainda dependem de confirmação oficial.
As equipes especializadas permanecem mobilizadas para controlar a situação e preservar a integridade dos policiais e dos demais internos.
