O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27), a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República nas eleições de 2026. Durante o lançamento, realizado em Brasília, o presidenciável apresentou propostas voltadas para a redução dos gastos públicos, combate à corrupção e fortalecimento da segurança pública.
Em seu discurso, Zema reforçou o posicionamento de oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que pretende impedir o retorno da legenda ao comando do país.
“Minha bandeira é estar contra o PT”, declarou. Segundo o candidato, os governos petistas foram decisivos para sua entrada na política. “Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. No passado, foi mensalão, petrolão, mala de dinheiro, e agora estamos aí, com o caso Master”, afirmou.
Questionado sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), Zema evitou críticas diretas e destacou que o cenário eleitoral ainda pode mudar. “O que eu tinha de falar sobre o candidato já disse, já me manifestei. Como disse agora há pouco, tudo acontece numa eleição. Não tem nada que é tão incerto, que muda tanto”, disse.
Penitenciária na Amazônia
Entre as propostas apresentadas, o candidato defendeu a construção de uma penitenciária na Amazônia para presos de alta periculosidade e voltou a criticar autoridades que, segundo ele, estariam protegidas por privilégios.
“Nenhum outro pré-candidato tem criticado tanto essa farra quanto eu, inclusive estou respondendo com muito orgulho um processo do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes. Quero frisar aqui, quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele, não fui eu”, afirmou.
Zema também disse que pretende governar sem influência de grupos políticos ou econômicos. “Precisamos de um presidente que não tenha o rabo preso, porque todos tiveram. Tinha filho envolvido, tinha parente envolvido, tinha gente do partido envolvido e cederam à pressão para poder acobertar os erros, os crimes. Não vou ter esse problema”, declarou.
O candidato segue sem anunciar um vice na chapa e inicia a campanha distante dos primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto.
