O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) voltou a denunciar a Hapvida. Na ocasião, a operadora suspendeu os atendimentos do plano de saúde dos servidores da rede estadual. A entidade cobra uma solução definitiva para o problema e informou que, caso não restabeleçam o serviço, realizará um ato público na próxima segunda-feira (10), às 9h, em frente à sede do Governo do Estado.
Além disso, o sindicato afirma que a interrupção do atendimento compromete a assistência de milhares de trabalhadores e dependentes, muitos deles em tratamento médico. Em nota, a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, ressaltou que esta é a quinta suspensão registrada desde 2019. Por essa razão, destacou que o plano de saúde representa um serviço essencial para a categoria, especialmente diante do aumento dos casos de adoecimento entre os profissionais da educação.
Segundo o Sinteam, a conquista do benefício ocorreu após 16 anos de mobilização da categoria e passou a ser oferecido em 2016. Por isso, a entidade considera inaceitável qualquer interrupção na prestação do serviço. Portanto, o Sinteam reforça que a assistência médica não pode sofrer comprometimento devido a impasses contratuais.
Denúncia ao MPT e MPE
O sindicato também informou que encaminhou ao Ministério Público do Estado (MPE) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) dados que apontam crescimento nos afastamentos de servidores por transtornos mentais. Na avaliação da entidade, a suspensão do atendimento amplia a insegurança de trabalhadores que dependem de acompanhamento médico contínuo.
De acordo com informações divulgadas pela própria operadora, há cerca de sete meses de mensalidades em atraso. Além disso, eles apontam a existência de um débito remanescente de 2022, que totaliza aproximadamente R$ 52 milhões. Apesar disso, o Sinteam sustenta que os servidores não sofrerão penalizam por causa da disputa financeira envolvendo o contrato.
Por fim, a entidade reforçou que a Hapvida e o Governo do Estado precisam garantir a continuidade da assistência aos beneficiários. Ele lembrou que episódios semelhantes acontecem desde 2019, provocando sucessivas interrupções no atendimento e gerando incerteza entre os profissionais da educação.
