O ministro Marco Aurélio Mello encerra nesta segunda-feira (12) a sua história no Supremo Tribunal Federal (STF), aposentando-se após 31 anos no cargo. A data também marca a chegada dos 75 anos do magistrado, idade limite para a permanência na Suprema Corte.
Marco Aurélio chegou ao posto em 1990 por indicação de seu primo, o até então presidente Fernando Collor de Mello. O ministro foi o mais longevo da história do STF, ficando três dias a mais que Celso de Mello, aposentado em 2020.
Durante o período no cargo, o magistrado viu seis presidentes assumirem o poder, e chegou a comandar interinamente o Executivo, nas ausências simultâneas do titular, do vice, do presidente da Câmara dos Deputados e do presidente do Senado Federal.
A saída de Marco Aurélio marca o fim do prazo de espera solicitado pelo presidente do STF, Luiz Fux, para que o presidente Jair Bolsonaro indique o sucessor. O chefe do Executivo prometeu em diversas ocasiões que escolheria um evangélico para ocupar a vaga na Suprema Corte.
Nesta segunda-feira, Bolsonaro se reúne com o advogado-geral da União e pastor presbiteriano André Mendonça, cotado para assumir o cargo. A agenda do presidente também prevê um encontro com o ministro da Justiça, Anderson Torres. O nome indicado pelo presidente terá de passar pelo crivo do Senado.
