O tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, responde a inquéritos que apuram mortes decorrentes de intervenções policiais realizadas pela Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em São Paulo. Até o momento, as autoridades não confirmaram se o atentado sofrido pelo militar no último sábado (27) tem relação com esses casos.
Ronickson permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, após ser atingido por um disparo na cabeça. Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (30), ele apresentou evolução satisfatória após passar por uma cirurgia neurológica.
Um dos inquéritos em andamento investiga uma ocorrência registrada neste ano, em Itaquaquecetuba, durante uma operação contra o tráfico de drogas. Conforme a versão apresentada pelos policiais, um suspeito reagiu à abordagem atirando contra a equipe e acabou morto no confronto.
Outro caso ocorreu em junho de 2025, em Santo André, durante uma tentativa de latrocínio. De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Rota localizaram suspeitos de um assalto e houve troca de tiros, resultando na morte de um dos criminosos.
Levantamento aponta que, entre 2020 e 2026, a Justiçainvestigou Ronickson em pelo menos nove procedimentos relacionados a mortes em ações policiais. Sete deles tiveram arquivamenteo devido a falta de provas de irregularidades.
O atentado contra o oficial aconteceu em São Caetano do Sul e teve registro por meio câmeras de segurança. Três suspeitos já estáo presos, sendo dois apontados como responsáveis pelo apoio logístico à ação criminosa. Por fim, as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do ataque.
